quarta-feira, 23 de março de 2011

Agencia EFE 24/03/2011 00h18 - Atualizado em 24/03/2011 00h18 Japão já conta 25.500 vítimas por terremoto e tsunami

Tóquio, 24 mar (EFE).- O número de mortos em consequência do terremoto e do posterior tsunami do dia 11 no Japão foi atualizado nesta quinta-feira para 9.523, enquanto o de desaparecidos subiu a 16.067, de acordo com o último boletim da Polícia japonesa.

Treze dias depois do terremoto de 9 graus no litoral nordeste do Japão, o pior desastre natural no país após a Segunda Guerra Mundial, a previsão é que o número de vítimas ainda aumente, enquanto se tenta reconstruir as estruturas danificadas para atender aos desabrigados.

Cerca de 200 mil pessoas foram evacuadas de suas casas a algum dos 2.000 abrigos temporários disponibilizados pelo Governo.

Segundo os números oficiais, em Miyagi houve 5.714 mortos, além de 2.939 em Iwate e 812 em Fukushima, enquanto os desaparecidos são contados aos milhares nessas três províncias, as mais devastadas.

De acordo com a emissora pública "NHK", o menor número de vítimas na província de Fukushima pode ser explicado pela suspensão das tarefas de busca no perímetro de evacuação de 20 quilômetros ao redor da instável usina nuclear de Fukushima Daiichi.

Nessa área de exclusão há localidades litorâneas muito afetadas pelo terremoto e o posterior tsunami, como Futaba e Minami Soma.

Segundo os dados da Polícia japonesa, há pelo menos 18 mil casas destruídas e 130 mil edifícios danificados, sobretudo nas áreas litorâneas do nordeste.

Desde o terremoto do dia 11, o Japão é atingido por fortes réplicas e em praticamente todos os dias há um tremor de mais de 6 graus na escala Richter. EFE

terça-feira, 22 de março de 2011

Motorista que levava jornalistas diz que eles foram detidos no dia 19.
Carro teria sido incendiado por militares।

Três jornalistas ocidentais, incluindo dois repórteres da Agência France Presse e um fotógrafo da agência Getty Images, que cobriam o conflito na Líbia, foram detidos no dia 19 de março na região de Tobruk (leste) por soldados do Exército líbio.

Os jornalistas da AFP, Dave Clark (britânico) e Roberto Schmidt (dupla nacionalidade colombiana e alemã), e o fotógrafo da Getty, Joe Raedle (americano), não dão notícias desde sexta-feira (18).

O motorista dos três jornalistas, Mohamed Hamed, que voltou a Tobruk no domingo (20) , informou à AFP que na manhã de sábado (19) os repórteres pediram para viajar até Ajdabiya, cidade cercada pelas forças de Muamar Kadhafi. A poucos quilômetros de Ajdabiya, segundo o motorista, foram perseguidos pelos militares e detidos.

Confronto na cidade de Ajdabiya entre os rebeldes e as forças pró-Kadhafi (Foto: AP)Confronto na cidade de Ajdabiya entre os rebeldes e as forças pró-Kadhafi (Foto: AP)

Quatro soldados os obrigaram a descer do carro sob a ameaça das armas. Dave Clark, contou o motorista, gritou "sahafa, sahafa" (imprensa, imprensa), mas os três jornalistas foram obrigados a ficar de joelhos com as mãos na nuca à beira da estrada.

De acordo com Hamed, os militares incendiaram vários veículos, incluindo o dos jornalistas, que foram levados em um caminhão para um local desconhecido.

Dave Clark, de 38 anos, que trabalha em Paris, é enviado especial da AFP à Líbia desde 8 de março. Roberto Schmidt, 45, fotógrafo do escritório da agência em Nairóbi, está na Líbia desde 28 de fevereiro. Joe Raedle tem 45 anos.


sábado, 19 de março de 2011

Quatro tanques são destruídos por aviões franceses na Líbia Veículos estariam sendo usados por forças leais ao ditador Gaddafi

Aviões de guerra franceses destruíram quatro tanques usados por forças leais ao ditador líbio Muammar Gaddafi, neste sábado (19).

O ataque ocorreu nos arredores do quartel-general da oposição em Benghazi, a principal cidade do foco de resistência ao ditador. As informações são da rede de TV AlJazeera, sediada no Catar.

Os rebeldes afirmam enfrentar constante artilharia neste sábado, apesar do cessar-fogo anunciado por Gaddafi. Os bombardeios dos aviões franceses são a primeira ação militar internacional contra o ditador da Líbia.

Segundo o Ministério da Defesa francês, a missão pretende garantir a exclusão do espaço aéreo e evitar ataques de militantes pró-Gaddafi contra a população civil.

Ainda de acordo com o ministério, a intenção também é garantir a exclusão do espaço aéreo. Em entrevista coletiva, o coronel do Estado-Maior do Exército, Thierry Burkhard, caças franceses atiraram contra um veículo militar líbio.

Os países reunidos na Cúpula de Paris entraram em acordo para a aplicação da resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a Líbia, afirma Burkhard.

Na quinta-feira (17), o Conselho de Segurança aprovou ações contra o regime do ditador líbio.

Após a resolução da ONU, Gadaffi anunciou um cessar-fogo. No entanto, cidades que estavam nas mãos de opositores foram atacadas durante o dia.

Gaddafi diz que criará um "inferno" se Líbia for atacada

Em uma entrevista à Rádio Televisão Portuguesa (RTP), na qual advertiu que um conflito como esse acabaria com a segurança no Mediterrâneo, Muammar Gaddafi assegurou que criará um "inferno" sobre quem atacar.

- Se o mundo atua como um louco, nós faremos o mesmo. Vamos responder. Também faremos de sua vida um inferno. Nunca terão paz. A região do Mediterrâneo ficaria danificada, destruída, não haveria nenhuma circulação segura nem marítima nem aérea.

Na entrevista, Gaddafi se mostrou convencido de que o povo de Benghazi, onde se concentram os rebeldes contra seu regime, é fiel a ele e quer ser libertado dos "agentes de [Osama] Bin Laden".

- O povo de Benghazi está conosco, está comigo, nos pedem que vamos libertá-los. Estamos combatendo o terrorismo, que é um inimigo para a Líbia e para o mundo.

Perguntado sobre possíveis negociações para acabar com o conflito que vive seu país, Gaddafi se perguntou primeiro com ceticismo: "Com quem?", embora mais adiante tenha expressado sua disposição, "se for necessário", de conversar com os "terroristas".

O dirigente líbio também rejeitou a intervenção do Conselho de Segurança da ONU e afirmou que não reconhece suas resoluções porque não há uma guerra entre dois países que a justifique.

*Com agências internacionais

EMOÇÃO

Dilma Rousseff e Barack Obama cumprimentam crianças na cerimônia oficial de chegada ao Brasil na manhã deste sábado (19), no Palácio do Planalto

Gaddafi desrespeita cessar-fogo e mata 8 em ataque a Benghazi

Pelo menos oito pessoas morreram e várias ficaram feridas durante o bombardeio produzido neste sábado (19) por forças leais ao líder líbio, Muammar Gaddafi, sobre Benghazi, a segunda maior cidade do país e reduto dos rebeldes, informou a emissora Al Jazeera.

As forças fiéis ao líder líbio desrespeitaram o cessar-fogo anunciado na sexta-feira (18) e atacaram vários pontos da cidade de Benghazi, o principal reduto dos rebeldes. Segundo a Al Jazeera, um helicóptero de combate foi derrubado e que as tropas de Gaddafi vieram por terra e pelo ar.

Os representantes dos Estados Unidos, de países da Europa e integrantes da Liga Árabe discutem no sábado em Paris, na França, os detalhes da intervenção armada na Líbia. O desrespeito ao cessa-fogo, que já havia ocorrido na sexta com ataques a Misrata, pode acelerar as decisões.

O chanceler (ministro das Relações Exteriores) francês, Allain Juppé, disse que o ataque pode começar a qualquer hora.

O encontro vai reunir a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e líderes árabes.

Eles vão discutir como implementar a zona de exclusão aérea, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (17), a criação de uma zona de exclusão aérea. A resolução autoriza o ataque de forças ocidentais ao regime de Muammar Gaddafi, no poder há quatro décadas.

Estados Unidos, França e Reino Unido já deram um ultimato ao regime, para que pare de atacar cidades controladas por rebeldes, que tentam derrubá-lo após quatro décadas no poder.

Gaddafi perde batalha para rebeldes

O Exército de Muammar Gaddafi lutou em vão na sexta-feira para capturar Misrata das mãos dos rebeldes, e bombardeou a cidade noite adentro, ignorando o cessar-fogo que havia sido declarado pelo governo, segundo um morador da cidade.

Os ataques começaram logo no início da manhã e perduraram até o anoitecer, disse o morador, chamado Mohammad. Ele relatou que, durante a tarde, batalhões leais a Gaddafi, apoiados por cerca de 40 tanques, enfrentaram os rebeldes, mas acabaram se retirando.

- Eles foram atacados pelos rebeldes. Conseguimos destruir 11 veículos deles, incluindo um par de tanques. Pegamos um tanque deles e cinco caminhonetes. A batalha durou cerca de quatro ou cinco horas, até que eles partiram.

Médicos da cidade disseram que houve um bombardeio indiscriminado e que pelo menos 38 pessoas morreram devido aos combates.

Regime líbio convoca observadores internacionais

O vice-ministro das Relações Exteriores da Líbia, Khaled Kaim, convidou, nesta sexta-feira (18), observadores internacionais a monitorar o cessar-fogo anunciado pelo governo da Líbia, após a ONU ter autorizado ataques ao país para proteger civis.

Kaim convidou Alemanha, China, Malta e Turquia para enviar observadores para monitorar o cessar-fogo. Líderes da oposição acusaram o regime de violar a suspensão das operações, anunciada unilateralmente pelo regime, o que Kaim negou.

O porta-voz de Gaddafi disse que “a integridade da Força Aérea da Líbia não está em serviço” nos últimos dias.


quinta-feira, 17 de março de 2011

17/03/2011 19h48 - Atualizado em 17/03/2011 22h06 ONU aprova 'todas as medidas necessárias' para lidar com a Líbia Resolução foi aprovada por 10 dos 1

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira (17) a criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e a adoção de "todas as medidas necessárias" para proteger civis contra as forças do governo Muammar Kadhafi, o que na prática autoriza ações militares.

A resolução foi aprovada por dez dos 15 membros do conselho. Brasil, China, Rússia, India e Alemanha se abstiveram. Não houve votos contrários à medida, que era defendida por França, Inglaterra, Líbano e os Estados Unidos.

Membros do Conselho de Segurança durante votação da resolução, na sede da ONU, em Nova York, nesta quinta (Foto: Jessica Rinaldi / Reuters)Membros do Conselho de Segurança durante votação da resolução, na sede da ONU, em Nova York, nesta quinta (Foto: Jessica Rinaldi / Reuters)

O anúncio foi recebido com comemoração por milhares de manifestantes antigoverno na cidade de Benghazi, segunda maior cidade líbia que se tornou o reduto da oposição a Kadhafi.

A medida foi saudada com fogos de artifício, gritos e tiros para o ar, segundo a TV árabe Al Jazeera. Nesta quinta, o ditador anunciou que as forças governamentais atacariam a cidade na noite desta quinta. O ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, advertiu que não há muito tempo para interveir. "Pode ser uma questão de horas".

A Líbia estima que a resolução da ONU adotada nesta quinta-feira "ameaça a unidade" do país e constitui um "apelo aos líbios para que se matem", disse o vice-ministro líbio das Relações Exteriores, Khaled Kaaim."Esta resolução traduz uma atitude agressiva da comunidade internacional, que ameaça a unidade da Líbia", declarou.

Segundo o vice-ministro líbio, a decisão é resultado de um "complô" da comunidade internacional "guiado pela vontade de países como França, Grã-Bretanha e Estados Unidos para dividir a Líbia".

Justificativa brasileira
A justificativa para a abstenção brasileira na votação, lida pela embaixadora Maria Luiza Viotti durante a sessão, diz que o país não está convencido de que "o uso da força" levará "à realização do nosso objetivo comum – o fim imediato da violência e a proteção de civis".

"Estamos também preocupados com a possibilidade de que tais medidas tenham os efeitos involuntários de exacerbar tensões no terreno e de fazer mais mal do que bem aos próprios civis com cuja proteção estamos comprometidos", diz o texto, divulgado pelo Itamaraty.

A justificativa diz ainda que a posição brasileira não deve ser interpretada como "endosso do comportamento das autoridades líbias ou como negligência para com a necessidade de proteger a população civil e respeitarem-se os seus direitos".

Sanções
O embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, afirmou antes que a resolução irá ampliar as sanções sobre o governo de Kadhafi, sem especificá-las.

O rascunho da resolução obtido pela agência Reuters antes da votação pede para que haja congelamento dos bens da Libyan National Oil Corp. e do banco central líbio devido a vínculos com Muamar Kadhafi.

Os Estados Unidos, anteriormente relutantes à ideia de uma intervenção militar, disseram nesta quinta-feira que o Conselho de Segurança da ONU deveria considerar a adoção de medidas mais duras do que a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia.

"Estamos discutindo muito seriamente e comandando os esforços no Conselho a respeito de uma gama de ações que acreditamos ser eficazes para proteger os civis", disse a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, na noite de quarta-feira em Nova York. "A visão dos EUA é que precisamos estar preparados para contemplar os passos que incluem uma zona de exclusão aérea, talvez indo além dela", afirmou.

ONU aprova 'todas as medidas necessárias' para lidar com a Líbia Resolução foi aprovada por 10 dos 15 membros do Conselho de Segurança. Brasil, China,

Arquivo do blog